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Combustível, qual usar

Combustível

Uma das dúvidas mais comuns aos motoristas é quanto à gasolina a ser usada. Existem pelo menos três opções, a premium, a aditivada e a comum, e isso gera dúvidas quanto à melhor para cada tipo de carro. Enganam-se os que pensam que a melhor é a mais cara. Existe uma para cada tipo de carro, dependendo de características e estágio de uso do motor. Aqui você encontra uma tabela com os cuidados e procedimentos na escolha do seu combustível.

A quilometragem define o tipo :


Normalmente, a idade do carro é indicativa de que tipo de gasolina se deve usar. Os mais velhos, normalmente, já têm acumulados em seu sistema de alimentação - que vai do tanque de combustível ao bico injetor (no caso de injeção de combustível) ou ao carburador (nos modelos mais antigos) - depósitos de impurezas. Elas vêm dos tanques dos postos de gasolina, que nem sempre recebem a manutenção correta. Nesse caso, o recomendado é usar sempre a gasolina comum, mais do que suficiente para fazer um motor já usado funcionar a contento. Nesses carros, as outras duas podem gerar problemas de entupimento e desperdício, já que elas são mais caras e não proporcionam melhora.

As gasolinas especiais :

Das outras duas, a mais recomendada é a aditivada. Por possuir detergentes e dispersantes, ela mantém o sistema de alimentação limpo, evitando os depósitos de borras e aumentando a vida útil do motor. Mas para quem usa sempre a gasolina comum, a aditivada pode ter efeitos negativos: os detergentes e dispersantes soltam a sujeira acumulada, o que causa o entupimento dos bicos da injeção eletrônica. A aditivada só deve ser usada em carros que a utilizam desde novos.

Premium para poucos :

Já a gasolina premium só deve ser utilizada por carros com taxa de compressão mais alta, normalmente os importados e os esportivos, por causa de sua maior octanagem - que evita a pré-ignição, também conhecida como "batida de pino". No caso de motores com baixa compressão, ela não proporciona nenhuma melhora de desempenho nem de economia. Assim como a aditivada, ela tem, em sua composição, detergentes e dispersantes.

Siga o manual :

O ideal, porém, é verificar no manual do proprietário de seu carro a gasolina recomendada pela montadora e sempre utilizar o mesmo tipo - e se possível a mesma marca - de combustível. Portanto, só altere o combustível que normalmente você usa em caso de necessidade, e retorne ao original o mais rápido possível. Não o faça pensando em fazer um "agrado" ao seu automóvel. A gasolina só oferece riscos ao seu motor se for velha ou adulterada.

Militec-1 :

Comprovado que militec-1 além de aumentar a potência em até 5%, reduz o combustível em até 8%

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Baterias, alguns cuidados

Baterias

As baterias mais antigas precisam ter seu nível verificado e completado semanalmente com água destilada, mas hoje em dia, com as baterias seladas, quase não há preocupação, pois elas não precisam de qualquer tipo de manutenção.

Alguns cuidados podem aumentar a vida útil de sua bateria :

- Evite deixar faróis ou outros equipamentos elétricos ligados enquanto o veículo não estiver em funcionamento.
- Dê partidas por no máximo 5 segundos, e se o carro não pegar aguarde 30 segundos para uma próxima tentativa.
- Se a bateria descarregar, procure um auto-elétrico e carregue-a utilizando um aparelho de carga lenta, pois se for de carga rápida pode-se danificar a bateria.

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Simulação de Financiamento

Financiamento


O principal elemento de venda das instituições financeiras que anunciam financiamentos para carros novos são as baixas taxas de juros. O candidato à compra de um carro novo financiado depara com mensagens publicitárias anunciando taxas inferiores a 2% ao mês. Comparadas com os mais de 8% em média dos cheques especiais e cartões de crédito, essas condições parecem uma pechincha. Mas esse é mais um dos freqüentes casos em que as aparências enganam. Na ponta do lápis, os juros não são tão camaradas assim. É um fato que as taxas do financiamento imobiliário são bem menores que as outras, mas isso ocorre principalmente porque esses empréstimos são mais seguros. No caso de um cheque especial ou do pagamento de um restaurante com um cartão de crédito, o banco terá dificuldade em recuperar o dinheiro. Já no caso do financiamento de carros, o banco pode retomar a posse do bem a qualquer momento.

Outro ponto importante é que um carro é um bem de valor elevado. Um carro básico zero custa cerca de 25.000 reais, sem contar gastos como licenciamento, seguro e imposto. Veículos mais sofisticados de nível médio custam entre 60.000 e 80.000 reais.


Simulação de Financiamento

Valor do veículo (R$)

Valor da entrada (R$)

Período (meses)

Taxa (%)



Valor da Prestação (R$)
Utilize (ponto) para separar as casas decimais.
Mais cálculos financeiros

As taxas são menores para quem compra carros mais luxuosos por prazos menores. Por exemplo, um Celta duas portas novo custa à vista 24.800 reais. Financiado sem entrada pelo prazo de 60 meses, ele vai custar pouco mais de 38.000 reais - ou seja, o preço final sobe cerca de 65%, sem contar gastos como a Taxa de Abertura de Cadastro (TAC) e o processamento dos boletos bancários. Com mais 9.000 reais é possível comprar outro carro à vista. Essa situação melhora para financiamentos mais curtos e com entrada. Quem comprar o carro em 36 prestações e conseguir desembolsar 50% do valor como entrada vai ter de pagar cerca de 29.500 reais pelo Celta, ou seja, uma economia de quase 8.500 reais em relação ao financiamento mais longo.

A situação melhora com os carros mais caros. Um Civic LXS 2007 custa cerca de 66.800 reais à vista. No financiamento mais longo, 60 meses, sem entrada, o preço final, descontando- se TAC e boletos, é de cerca de 96 000 reais. A diferença para os mesmos 60 meses cai para 45%, salgado, mas melhor que o carro mais básico. Nesses casos, a vantagem em optar por financiamentos mais curtos é ainda maior. O total pago a mais é de 25% para empréstimos de 36 meses, ante um aumento de 44% no caso dos carros mais baratos.


Leasing e Consórcio

O mercado oferece dois outros produtos bem conhecidos, o leasing e o consórcio. São opções que vêm perdendo espaço nos últimos tempos devido à abundância de financiamento, mas podem esconder um bom negócio. O leasing não é a rigor um financiamento e sim uma espécie de aluguel, em que quem aluga tem a opção de comprar o bem ao fim do contrato. Na prática, é o banco que compra o automóvel, que fica em seu nome enquanto o arrendatário pagar um aluguel mensal por um período predeterminado - pelo menos dois anos. Esse "aluguel" pode ser mais barato que os juros do financiamento em alguns casos, tornando o leasing uma opção mais interessante, embora com algumas restrições.

O leasing era muito comum e cresceu bastante no fim da década de 90, até ocorrer a desvalorização cambial em 1999. Hoje é contratado mais por empresas, devido a vantagens contábeis e fiscais. No caso de pessoa física, as dificuldades e custos costumam ser maiores. O automóvel que a empresa adquire sob a forma de leasing não é exatamente "comprado". Embora a empresa use o veículo, o proprietário de direito é o banco. Por isso, ele não entra no balanço No primeiro leva-se o carro na hora, mas não em seu nome. No segundo há taxas menores, porém o veículo demora a chegar como ativo e sim como uma despesa financeira, que reduz o lucro e o imposto de renda a pagar.

Além da vantagem fiscal, há ganhos financeiros, pois os juros costumam ser menores que os de um financiamento. Portanto, essa operação vale a pena para quem é dono de um pequeno negócio e pensa em comprar um carro novo. A desvantagem é que quem faz um leasing tem de ficar "preso" até o fim do contrato. Há algumas restrições. Por exemplo, antecipar parcelas não alivia a conta dos juros.

O consórcio - como o cheque pré-datado - é uma invenção brasileira. Ele consiste em um grupo de pessoas que se une para pagar um valor mensal e adquirir o veículo. Os consorciados podem antecipar o recebimento do veículo por meio de um lance ou de sorteios. A vantagem é que o consórcio é uma opção praticamente sem juros - verifique apenas outras taxas, como as administrativas e fundos de reserva, por exemplo. Outra vantagem é poder comprar pelo preço de tabela um carro que só existe no mercado com ágio, caso do Honda Civic.

Exigência de fiador

O risco que o consorciado corre é o de não levar o carro para casa tão cedo. Existe uma burocracia no momento em que o participante é contemplado e logo tem de arcar com as parcelas a vencer. Nesses casos, a dor de cabeça lembra muito a de um financiamento, como as garantias exigidas, que podem incluir a apresentação de um fiador.

Qual é o melhor? O consórcio tem a desvantagem de receber o automóvel só depois, mas é interessante como uma poupança compulsória. Não é uma grande aplicação, mas ajuda muito quem não tem a disciplina financeira necessária. A pessoa que não tivesse cotas para pagar provavelmente gastaria o dinheiro. Um financiamento cobra uma taxa muito alta de juros pelo período todo.

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